top of page

Gil Rampazzo compartilha orientações para vestibulandos no início do ano letivo

  • Foto do escritor: Mão Amiga
    Mão Amiga
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

O coordenador do Colégio Mão Amiga fala sobre organização, planejamento, rotina e como combater a ansiedade em ano de vestibular



Com o início do ano letivo, uma palavra começa a ganhar cada vez mais espaço na rotina dos estudantes: vestibular. Para os alunos do ensino médio e cursinho popular, o período costuma vir acompanhado de expectativas, metas e, muitas vezes, ansiedade. Por esse motivo, o coordenador Gil Rampazzo, do Colégio Mão Amiga, conta o que os estudantes precisam fazer para se preparar.


Basicamente, o educador explica que o primeiro passo é ajustar a perspectiva. “O vestibular é importante, mas ele não pode ser tratado como uma prova de vida ou morte. Quando o aluno coloca esse peso exagerado sobre si, o processo fica ainda mais difícil”. Gil pontua que a organização é a peça-chave para o vestibulando e o começo do ano é o momento ideal para estruturar uma rotina realista. “Não adianta começar estudando oito horas por dia se você não vai conseguir manter esse ritmo. O mais importante é constância”, orienta.


Ele recomenda que os alunos, tanto do Ensino Médio quanto do cursinho, criem um planejamento semanal, distribuindo as disciplinas e prevendo momentos de revisão. “O estudante precisa se testar ao longo do ano. Fazer simulados, resolver provas anteriores e analisar os próprios resultados é fundamental para entender onde precisa melhorar.”


Cada um com o seu ritmo: como lidar com a ansiedade


Uma das principais armadilhas nesse período, segundo o educador, é a comparação constante. “Cada aluno tem um ritmo de aprendizagem. Comparar sua evolução com a do colega só aumenta a ansiedade. O importante é perceber se você está evoluindo em relação a si mesmo”. O acompanhamento próximo ajuda nesse processo, segundo ele, o aluno precisa sempre comparar os resultados atuais com os passados para perceber a evolução e criar consciência do que ainda falta melhorar. Essa autoavaliação pode diminuir a angústia.


Vale ressaltar que a ansiedade faz parte dessa fase, é um processo que naturalmente gera tensão. O problema é quando ela paralisa o aluno de continuar evoluindo. Por esse motivo, Gil reforça a importância do equilíbrio: “descanso não é perda de tempo. O cérebro também precisa de pausa para consolidar o aprendizado. Momentos de lazer, esporte e convivência são parte da preparação.”


No Cursinho Popular, por exemplo, a própria organização do sábado intercala aulas e intervalos. É por isso que o cursinho promove eventos para relaxar, pois estudo e descanso caminham juntos. “Se o aluno só estuda e não respira, a produtividade cai”, afirma o coordenador.


Agora em relação as famílias, o conselho é oferecer apoio sem transformar a maratona de provas em fonte de pressão. O incentivo é fundamental, mas a insistência pode ser prejudicial para o estudante, que muitas vezes já faz essa autocobrança por si só. Ele destaca que o diálogo aberto é essencial: perguntar como o estudante está se sentindo, como pode ajudar, como ele pretende se planejar e incentivar atividades esportivas e de lazer faz diferença. Às vezes o necessário para o bom desempenho é escuta e acolhimento, não cobrança. “O vestibular é uma etapa, não um ponto final. Se não der certo no primeiro ano, isso não significa fracasso. Cada trajetória tem seu tempo. O importante é manter clareza de objetivos e persistência.”, ressalta Gil.


Portanto, para esse início de ano letivo, a mensagem é clara: organização, constância e equilíbrio. “O vestibular é desafiador, mas ele não define quem o aluno é. Quando há planejamento, apoio e diálogo, o caminho fica mais leve.”

 
 
 

Comentários


bottom of page